Sobre o artista

Gianni Parziale é natural de Bréscia (Itália), radicado no Brasil desde a década de 80, quando realizou sua primeira exposição, no MASP, deixando uma de suas obras (“Il Sole Muore nel Lago”) para o acervo permanente do museu. Com um agradecimento de próprio punho, o então diretor Pietro Maria Bardi, manifestou sua admiração pelo artista, documento que ele guarda com carinho.

Por ocasião da ECO-92 foi escolhido para representar o Brasil, na Itália, com a mostra “Vivere”, cujo objetivo era despertar o interesse dos europeus para o movimento ecológico que se dava em nosso país, bem como à causa ambiental no mundo.

Com o tema Amazônia, expôs na Suíça, França e Itália, sendo premiado em várias mostras européias, com esta e outras temáticas ecológicas.  Seu primeiro prêmio internacional (“Tavolozza T´Oro”) conquistou na década de 60, em Roma. De lá para cá muitos outros vieram.

Hoje com 78 anos de idade tem obras em vários acervos permanentes além do Brasil: Museu de Arte Contemporânea de Amsterdã, Bruxelas, Caracas, Luxemburgo e Londres. Viaja anualmente a Europa onde expõe e comercializa sua arte. É membro da Academia de Letras, Ciências e Arte de Roma, e das Academias de Belas Artes do Brasil e da Itália.

Ele costuma dizer que o “Brasil é minha terra e a Itália é minha pátria”, justificando seu desejo de permanecer mais tempo aqui do que na Europa, onde estão todos os seus familiares. Vivendo em contato estreito com a natureza (no Litoral Norte de SP) Gianni encontra nela os elementos para desenvolver seu trabalho.

Pintor, escultor e ceramista, Gianni lança mão de elementos da natureza para compor suas obras em cerâmica, madeira e vidro. Durante as numerosas viagens que realizou em lugares como, Tunísia, Marrocos, Egito, Grécia, México, Venezuela, ele trabalhou e pesquisou, assimilando tudo que viu e viveu.

Sua incansável pesquisa das diversas técnicas lhe permite trabalhar em pintura e escultura com liberdade máxima. Seu estilo já alcançou um cunho estritamente pessoal e suas obras, não obstante a mais variada diversificação das técnicas, são inconfundíveis. O artista tem ainda, em quatro templos católicos do Brasil, afrescos, mosaicos e vitrais com a temática sacra, que ele desenvolve com a ajuda de duas de suas filhas, também artistas plásticas, residentes na Itália.

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